KIHON

Esta é a seção de Kihon, você poderá conhecer alguns golpes de ataque, defesa, pernas e bases, divirta-se...

KIHON, é a terminologia japonesa que serve para nominar o conjunto de golpes fundamentais para a prática do karatê que compõe-se de técnicas executadas com os braços – socos, cotoveladas ou defesas – e pernas, nas diversas formas de chutes.

Estes fundamentos, aqui estão dispostos separados, objetivando acompanhar o roteiro para exame de graduação de faixas neste texto colocado e que segue a linha exigida pelo manual da JKA, podendo porém varia de acordo como consenso das Bancas Examinadoras e por cada Federação também.

As técnicas básicas do Karatê são passadas principalmente através do kihon, seja os chutes, golpes e defesas, para você ser um bom karateka, você tem que fazer um kihon bem feito, pois ele vai dar base para se fazer um Kata bem feito e se sair bem em competições de Kumite. É no kihon que o karateka vai ganhar uma base forte e firme e também velocidade e força nos seus golpes.

Através do kihon, o karateka consegue atinguir uma potencia muito forte, reflexo da velocidade com que executa os golpes, somente a força muscular não permitirá que a pessoa se sobressaia nas artes marciais, o poder do Kime (finalização) resulta da concentração de força máxima no momento do impacto, um golpe de um karateka bem treinado pode chegar a ter uma velocidade de 13 m/s e gerar uma força equivalente a 700 Kg.

No kihon também é treinado a movimentação em base com o movimento de quadris, essencial a um movimento bem feito. Os quadris estão localizados aproximadamente no centro do corpo humano, e o movimento deles exerce um papel crucial na execução de vários tipos de técnicas do karatê . Além de uma fonte de potência, os quadris constituem a base de um espírito estável, de uma forma correta e da manutenção de um bom equilíbrio. No Karatê aconselha-se frequentimente a "golpear com os quadris", "a chutar com os quadris" e a "bloquear com os quadris".

Quadris ( A força oculta )

O golfista prepara a sua tacada.

Olha fixamente para a bola, concentra-se, com um golpe poderoso arremessa a bolinha no outro lado do campo próximo ao buraco onde consolidara a sua jogada
No jogo de baisebol o arremessador lança a bola e o rebatedor com um golpe sensacional, manda-a para o outro lado do campo fazendo vibrar a torcida. Nesses dois esportes tanto o golfista, como o rebatedor no baisebol fazem uso do quadril para marcar seus pontos. Toda a sua força e sua técnica está praticamente centrada nesse "balanço".

No karatê não é diferente nas técnicas de ( kime-waza ), a combinação dos movimentos da parte superior com a inferior formada pelo quadris em um giro que arremessa o braço ou a perna com força em direção ao adversário que sentirá o impacto e ficará admirado com a potência daquele golpe fulminante.

Em karatê, todas as técnicas são feitas a partir dos quadris; bloqueios, socos e chutes não seriam certeiros e decisivos se não se fizer o uso da rotatividade dos quadris.

Os movimentos devem ser rápidos como se uma mola que estivesse comprimida de repente se soltasse projetando o braço ou a perna em direção ao adversário.

Quanto mais rápido o giro dos quadris mais poderoso e veloz será o golpe.

Quando se bloqueia a "mola" esta comprimida ou seja, em uma posição semi-voltada para frente, bloquear é como torcer a mola e um soco neste caso é como soltar a mola.

Ex.: recuo de braço ( hiki-te ) - giro dos quadris ( bloqueio ) - rotação inversa dos quadris - soco

O Poderoso golpe do Karate

   Todos nós sabemos que a meta primordial no ataque do Karatê é vencer o adversário. Mas vencer rapidamente. Logo o golpe deve ser certo e não mais do que um. É esta a diferença entre os golpes de Karatê (atemi) e o de outras lutas. E nesta situação procuramos causar uma lesão interna. Sabemos que muitos nos chamarão de vários significados pelas exteriorizações acima ditas, mas se não o fizéssemos, estaríamos enganando quem nos lê, pois antes de tudo esta é uma arte de guerra, e somente desta maneira, ou melhor, com esta mentalidade de combater pela vida é que alguns conseguirão aquele estado de espírito pacífico, pois terão ultrapassado o estado primário comum ao noviço e trilharão o caminho do Karatê verdadeiro, onde o amor pelo adversário, a bondade e a compreensão, tomam o lugar da vontade de ferir ou matar. Nada disso conseguiremos se não tivermos passado pelas provas físicas cruéis do início, que nos fizeram (por nós mesmos) ver, sentir e julgar nossas atitudes subseqüentes e nossos caminhos a trilhar. Esta arte não é o final de tudo, mas, um meio para melhorar. E como para tudo é necessário aprendizado e técnica, para o Atemi, ou melhor, para o alvo ao qual se propõe o Atemi (ate: golpe - mi: corpo), que é de tirar fora de combate o adversário, fazem parte inúmeras condições na técnica de bater:

1º Podemos utilizar um verdadeiro arsenal, que é o nosso corpo humano. Sendo que estas armas são naturais!

2º Batermos com qualquer superfície pequena para concentrarmos a energia liberada pelo corpo no sentido de um ponto por nós atacado, sendo o efeito maior no impacto.

3º Sabemos que a velocidade da massa em movimento aumenta, proporcionalmente, à força desenvolvida na hora do choque e por isso aprendemos a bater com velocidade máxima. Da mesma forma aprendemos que a massa é bem menos importante do que a velocidade.

4º Aprendemos a visualizar com precisão e possibilidade os pontos vitais do adversário que nos parecem vulneráveis ao menos que isto seja impossível, o impacto será rápido. Mesmo com a adversidade, podemos bater em qualquer parte obtendo os mesmos resultados em vista de um treinamento profundo e bem organizado.

5º Batemos com tudo de nosso corpo, participando do ato e não somente os membros em especial. Rejeitamos a onda de volta, provocada pelo impacto, forçando- a de volta para o adversário. Mas poderíamos falar se quiséssemos nos fixar em outros atemis que existem e variam, seja na maneira de bater ou no ponto visado. Aquele que é percuciante, salta após o impacto. Ou aquele outro que penetra e desequilibra. Em cada golpe do corpo devemos ter a impressão de ser a única maneira de vencermos e nele devemos pôr toda a nossa reserva de energia. Devemos, mesmo, criar aquela imagem, de que é a última chance que temos de vencer. Procedendo assim, chegaremos a produzir aquela energia física e mental peculiar aos que praticam a "verdadeira arte". Concluímos, pois, que sem nossa dedicação e, antes de tudo, o espírito em função desta arte somente sofreremos sérias desilusões e o Karatê, por nós praticado, não passará de meros movimentos feitos no sentido do nada.

 

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Você poderá ver figuras e demonstrações do kihon separados por seções:

 

              

 


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*Texto extraído do Livro ESTUDOS DE KARATÊ do prof. Ivo Rangel ///// e também do site: www.karateokinawa.hpg.ig.com.br de Adriano 1ºDan.